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| Foto: WhatsApp/Blog do Jeferson |
Estudantes do Colégio Estadual de Tempo Integral Doutor Roberto Santos, em Poções, realizaram uma manifestação na manhã desta quinta-feira (5) para cobrar providências da Secretaria da Educação da Bahia e das autoridades responsáveis diante de denúncias envolvendo um professor da instituição.
Os alunos se reuniram nas dependências da escola, exibiram cartazes e fizeram um protesto para chamar a atenção sobre relatos de supostos casos de assédio moral e verbal, misoginia, discriminação, homofobia e outras formas de violência atribuídas ao profissional.
Segundo os estudantes, as denúncias não seriam recentes e envolveriam relatos de diferentes pessoas, incluindo estudantes e integrantes da comunidade escolar. Eles afirmam que algumas situações foram comunicadas anteriormente aos órgãos responsáveis, mas que não teriam recebido respostas consideradas satisfatórias.
Os manifestantes também relataram que o caso teria sido levado ao Núcleo Territorial de Educação (NTE) e à Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC-BA), sem que, até o momento, fossem adotadas medidas que, na avaliação dos alunos, representassem uma resposta efetiva às denúncias.
Um dos pontos destacados pelos alunos é a necessidade de garantir que a escola seja um ambiente seguro, de respeito e proteção para todos. Para eles, o silêncio diante de denúncias dessa natureza pode contribuir para que outras pessoas deixem de procurar ajuda ou relatar possíveis situações de violência.
Os estudantes defendem a abertura de uma investigação formal, a apuração de todos os relatos e o afastamento preventivo do profissional enquanto os fatos são esclarecidos.
A manifestação também teve como objetivo ampliar a repercussão do caso para além dos muros da escola, buscando chamar a atenção de representantes políticos, autoridades estaduais e da sociedade.
Até o momento, as informações apresentadas nesta reportagem têm como base os relatos dos estudantes envolvidos na mobilização. As acusações ainda precisam ser devidamente apuradas pelos órgãos competentes.
O espaço permanece aberto para manifestação da direção da unidade escolar e da Secretaria da Educação da Bahia.

